domingo, 12 de julho de 2009

eu e minha incrível necessidade de conversar :)

Preciso confessar que eu não sei o que me deu, sinceramente. Tem vezes que eu me assusto comigo mesma D:

* escrito no dia 9/07, enquanto eu tava na casa da minha vó, ouvindo hevo 84 *-*
Mudanças
Geralmente tidas como coisas boas, mas será que sempre é assim? Por exemplo, com a reforma de uma casa muita coisa muda. Não só os cômodos, os móveis, mas voce também muda. Enquanto ela não fica pronta você tem que ir se modificando, tem que sair um pouco da sua rotina.
Eu mesma sou um exemplo. Enquanto reforma minha casa tenho que ficar na casa da minha vó, onde tudo é mais simples. São só nesses momentos que percebemos quão fúteis somos. Não faz nem 1 hora que eu to aqui e já to sentindo saudade da internet. Em pensar que tenho até sábado no mínimo.
Nada melhor do que o calor da sua casa. Aqui é tão frio, não me sinto a vontade, mesmo que minha vó me trate tão bem. É estranho, você olha os móveis e não são iguais os seus, as paredes não te lembram nada. Alguns cômodos aqui me lembram a minha prima. Toda a vez que ela vinha para Bauru dormia no quarto de vizitas, que é o quarto do lado do que eu to agora. Aquela sala parece estar mais vazia, sem ela correr lá. Na fotografia que minha vó guarda na estante vejo seus olhos parados, sem expressar muita coisa, nada parecido com o que ela era. São nas pequenas coisas que sentimos falta, nas coisas mais insignificantes.

* escrito também no dia 9/07, só que dessa vez sem música, já que na casa de minha vó todos estavam dormindo. ps: não me inspirei em ninguém, muito menos em mim, pra fazer o texto.
Srª. Felicidade
E a sua velha amiga felicidade? Não a vejo há tanto tempo. Soube que vocês brigaram, que você anda triste, precisando de consolo. Oh, principalmente dela. Soube também que você, por fora está feliz, por dentro não se cansa de chorar. Então chore por fora também, demonstre toda a raiva contida nesse coração apertado, amargurado. Quem sabe, depois do mar de lágrimas não venha a brisa e, junto com ela, a sua velha amiga felicidade?
Dizem que você anda enraivecido, de mal com a vida. O que ela te fez para guardar tanto rancor dela? A vida só lhe dá o que merece e, se ela lhe dá coisas tristes é porque você é capaz de carregar o fardo que lhe foi confiado!
Dizem que andas arrependido de não ter dado valor a sua família? E porque não volta? Sua família são as únicas pessoas que sempre estarão de braços abertos, prontos para lhe acolher.
Dizem que guardas segredos, segredos estes que estão prontos para ser revelados, só estão a procura de alguém confiável? Então porque não se abre comigo? Sou eu a voz da consciência, irmã da Srª Felicidade.

* não fui eu quem escreveu, mas essa música é linda (e velha também). Era daquela novela da globo que a mulher morreu e o cara gostava muito dela. Esquece, não lembro o nome da música, da novela, do cantor e muito menos a letra inteira, então posto aqui o que me interessa.
“Voa minha ave, voa sem parar. Viaja pra longe, te alcançarei em algum lugar. Ah, um verdadeiro amor espera uma vez mais. (...) Mas você partiu sem mim e sei que está em algum jardim entre as flores.”

*10 de Julho, 00:04 (23 dias pro meu aniversário, uhul *-*)
Bom, terminei de ler “Confissões de uma banda – Nina Malkin” e comecei a ler “O diário de Bridget Jones – Helen Fielding”. É engraçado, a escritora fala de um jeito super espontâneo como se ela estivesse vivendo isso. Isso é o que uma pessoa faz quando não tem nada pra fazer e está na casa dos avós, sem internet e totalmente desprovida de contato social com adolescentes (sim, preciso urgentemente sair!). Escrevo para o blog loucamente, leio loucamente e vejo o meu celular loucamente (tenho meus motivos, apesar de achar que essa é mais uma das minhas idiotices). Acho que vou dormir, mesmo sabendo que amanhã minha rinite vai estar super atacada, pelo simples fato de ter que dormir com um cobertor de pêlos e não com o meu edredom da Minnie que eu tenho desde que me entendo por gente ):
Pelo menos eu trouxe o meu sapo (que tem um pouco do perfume dele ainda t1. É, eu sou idiota ¬¬) e o meu travesseiro. Pensa, se eu não tivesse trazido o notebook da minha mãe estaria escrevendo tudo isso na agenda de amostras que meu pai conseguiu com uma amiga do serviço (não sei por que ele trouxe, já que só os dois primeiros meses são impressos). Preciso ir dormir, estou falando demais e nada do que eu falo tem nexo. Eu sei, preciso de chocolate, já que os quatro bis que eu comi não fizeram efeito nenhum. Aliás, to com vontade de comer batata frita D:

* 10/07, 12:55
Adivinhem... Estou na casa dos meus avós ainda! Mas minha mãe teve a idéia de levar minha avó para o shopping, assim eu vou junto e tenho um pouco de contato social. Uau, não acredito que vou ver pessoas da minha idade! O mais próximo que tenho chegado a isso em dois dias foi o meu irmão, de 8 anos. Não, isso não é legal.
Já disse várias vezes que não gosto de escrever sobre o que faço ou deixo de fazer, mas nesse exato momento faço isso para fazer de conta que estou conversando com alguém, coisa que eu to precisando urgentemente. Não paro de olhar pro meu celular pra ver se tem alguma mensagem nova ou ligação não atendida. NADA! Droga hm*
Não sei se vocês me entendem, mas achei no livro uma parte que descreve certinho o que estou sentindo...

“Mas, á medida que as nuvens cor-de-rosa começam a se dispersar, vou me aparando. O que será que vai acontecer agora? Não combinamos nada.de repente, percebo que estou de novo esperando o telefone tocar.” (Diário de Bridget Jones – página 22)

2 comentários:

lua primavera disse...

Eu sei bem como ficar sem internet pode ser tedioso passei 3 meses sem, mas escrever é uma ótima saída parece mesmo que a gente tá se comunicando com alguém. Aaah O Diáriod e Bridget Jones é ótimo *-*.
E eu sei bem como é isso de tá na casa de alguém e não se sentir a vontade, mesmo sendo na casa da nossa avó que nos trata mega bem. Eu também me sinto uma completa estranha na casa dela.
*:

carol disse...

adorei aqui *-* estou começando agora, voce pode me seguir? obrigada, beijos.