terça-feira, 18 de janeiro de 2011

(15/01) - Pensei que a praia me traria inspiração. Pensei que voltaria para casa cheia de textos, para que, quem sabe, alguém me entenda melhor, mas me enganei. Seis dias se passaram e nada, sinto o mesmo vazio que trouxe na mala.
Achei que teria um tempo pra tentar te esquecer, mas esse foi outro engano meu. Você não me abandonou e, no fundo, era isso que eu esperava. Não era pra eu pensar assim, mas eu não quero te esquecer, não quero de deixar ir. Eu quero, sempre, aquele menino que eu conheci há mais de seis anos, que hoje eu vejo ter se transformado em homem, mas os medos, as brincadeiras e o jeito, continuam de uma criança. É, eu gosto disso.
Dói pensar que, do mesmo jeito que você cresceu, chegou a minha vez. Sempre gostei de responsabilidades, de me sentir capaz de vencer obstáculos, mas hoje vejo eles maiores do qe eu desejava... Ao mesmo tempo que me sinto ansiosa pra tudo isso, eu sinto medo. Medo de não ser capaz, medo de decepcionar os outros e, principalmente, me decepcionar.
- Antes eu estava vazia, mas foi só escrever sobre esse vazio que uma onda de lembranças - lembranças essas que lutei para afastar de mim - invadiu meus pensamentos. Comecei a imaginar como as coisas poderiam ser diferentes se, há dois anos, não tivéssemos terminado. Veja só, dois anos atrás, e em todos esse tempo voltamos e terminamos, o que só fez aumentar o que sinto.
É verdade que o encanto acabou, que você não é mais meu príncipe encantado, mas o que eu posso fazer? Acredito, sim, que se eu todos esses anos eu não te esqueci, o que eu sinto é de verdade. Mas de que adianta sentir algo "de verdade", se isso me faz mal?
Me sinto exausta com tudo isso, então não luto mais. A dor é inevitável e o que foi feito, já foi. O que tenho que fazer é esperar e escrever, pra aliviar a dor.

(16/01) Incrível como nunca é o suficiente pra mim, como eu nunca estou contente com as coisas. Por um tempo eu disse que precisava de uns dias na praia, agora digo que preciso voltar pra casa. Não sei ficar sem fazer nada, não sei me acomodar. Não sei esperar o tempo resolver as situações, os meus problemas. Eu gosto de estar no controle, eu gosto de dizer quando o jogo acaba. Afinal, o jogo é meu e eu mando nele.

Um comentário:

Jéssica disse...

Olá !
Adorei o seu blog. Se puder segue meu blog ?
http://xxx-memories-xxx.blogspot.com/
Se puder seguir ficarei feliz, em ver você por lá !

Obrigada pela atenção, Beijoos ♥